Inis Môr: costa sul
08 julho 2008
07 julho 2008
Maumturk Mountains
Quando Fores Velha
Quando já fores velha, e grisalha, e com sono,
Pega este livro: junto ao fogo, a cabecear,
Lê com calma; e com os olhos de profundas sombras
Sonha, sonha com o teu antigo e suave olhar.
Muitos amaram-te horas de alegria e graça,
Com amor sincero ou falso amaram-te a beleza;
Só um, amando-te a alma peregrina em ti,
De teu rosto a mudar amou cada tristeza.
E curvando-te junto à grade incandescente,
Murmura com amargura como o amor fugiu
E caminhou montanha acima, a subir sempre,
E o rosto em multidão de estrelas encobriu.
(William Butler Yeats)
06 julho 2008
Embarcações tradicionais também morrem na Irlanda
Road in Inishmore
May the road rise to meet you
May the wind be always at your back
May the sun shine warm upon your face
The rain fall soft upon your fields
And until we meet again,
May God hold you in the palm of his hand.
(An Irish Blessing)
Pleasant work
27 junho 2008
De partida
Ossos do ofício
Aninhas continua a trabalhar intensamente e desta vez em algo que não gosta.
Ossos do ofício!
Suspira por férias...
Areias finas e mares quentes....
Ossos do ofício!
Suspira por férias...
Areias finas e mares quentes....
24 junho 2008
Sabedoria popular
Manjerico, Manjericão, Basílico
Eu saltei sempre a fogueira
Sem temer ficar queimada
Que a vida passa ligeira
E sem chama é mal passada
Eu saltei sempre a fogueira
Sem temer ficar queimada
Que a vida passa ligeira
E sem chama é mal passada
Etiquetas:
Quadra e fotog. de autores desconhecidos.
23 junho 2008
21 junho 2008
20 junho 2008
Carpintaria
17 junho 2008
16 junho 2008
À flor da pele
Viagem estonteante esta, em que me deixei embriagar pelos sentidos.
O cheiro das faias..., a intensidade da luz... o verde esfuziante da mata.... o voo planado do milhafre.... a areia quente por entre os dedos.... o barulho do mar...
O cheiro das faias..., a intensidade da luz... o verde esfuziante da mata.... o voo planado do milhafre.... a areia quente por entre os dedos.... o barulho do mar...
05 junho 2008
Tempo
Há gente que devia desaparecer do mapa por um tempo considerável.
E afinal sou eu que vou desaparecer.
Açores...
Tão bom!!!!
E afinal sou eu que vou desaparecer.
Açores...
Tão bom!!!!
Não há paciência
Ontem foi dia de neura!
Ele há gente que só empata o trabalho dos outros.
E na verdade, não há paciência.
Estou cada vez mais intransigente com a falta de profissionalismo!
Ele há gente que só empata o trabalho dos outros.
E na verdade, não há paciência.
Estou cada vez mais intransigente com a falta de profissionalismo!
27 maio 2008
04 maio 2008
29 abril 2008
27 abril 2008
18 abril 2008
Mudança
Este blog vai mudar.
Sem hora ou dia marcado.
Gradualmente ou aos tropeções.
Como a Primavera que entra pela minha janela.
Sem hora ou dia marcado.
Gradualmente ou aos tropeções.
Como a Primavera que entra pela minha janela.
11 abril 2008
10 abril 2008
Hoje foi diferente
Hoje fui ver o rio e vi-me inundada por milhares de gaivotas.
Hoje apeteceu-me comprar morangos pequeninos.
Hoje o vento pareceu-me música.
Hoje apeteceu-me comprar morangos pequeninos.
Hoje o vento pareceu-me música.
05 abril 2008
02 abril 2008
29 março 2008
Festival de cor
27 março 2008
17 março 2008
Partida
Desta fez parto numa viagem merecida.
E não procuro esquecimento mas vontade de descobrir
e de me surpreender.
A todos os que me visitam: uma Páscoa diferente!
E não procuro esquecimento mas vontade de descobrir
e de me surpreender.
A todos os que me visitam: uma Páscoa diferente!
16 março 2008
Ainda choro.
Ás vezes ainda choro.
Mas desta vez não sei porquê.
Talvez por esta vida infernal em que não tenho tempo
para nada nem para ninguém.
Estou exausta!
Mas desta vez não sei porquê.
Talvez por esta vida infernal em que não tenho tempo
para nada nem para ninguém.
Estou exausta!
10 março 2008
Textinho
Ao descobrir, nos confins do meu computador, este textinho percebi como a minha relação com F sempre esteve moribunda.
Já não há poesia entre nós.
Morreu tudo!
Agora percorro as noites da insónia
As ruas dos encontros
E nada!
Só este mal estar e o frasco dos calmantes.
(1/6/2006)
Já não há poesia entre nós.
Morreu tudo!
Agora percorro as noites da insónia
As ruas dos encontros
E nada!
Só este mal estar e o frasco dos calmantes.
(1/6/2006)
08 março 2008
Madrugada
E não há muitas palavras nesta madrugada de prata.
Apenas o som do mar, longínquo, ecoando por debaixo da terra.
E tu já não és especial.
És apenas qualquer coisa que ainda existe.
Apenas o som do mar, longínquo, ecoando por debaixo da terra.
E tu já não és especial.
És apenas qualquer coisa que ainda existe.
02 março 2008
01 março 2008
28 fevereiro 2008
25 fevereiro 2008
Devaneio nocturno com carácter de urgência
O ritmo cardíaco alterou-se.
O corpo não dorme.
A cabeça não sossega.
Estou aqui, sozinha, no meio do nada.
Com uma vontade enorme de ouvir a tua voz.
Mas é muito tarde para nós.
É muito tarde para fazer o que quer que seja.
O melhor mesmo é atirar o telefone borda fora
e esperar que a pastilha faça efeito.
PS. mais vale partir que torcer.
O corpo não dorme.
A cabeça não sossega.
Estou aqui, sozinha, no meio do nada.
Com uma vontade enorme de ouvir a tua voz.
Mas é muito tarde para nós.
É muito tarde para fazer o que quer que seja.
O melhor mesmo é atirar o telefone borda fora
e esperar que a pastilha faça efeito.
PS. mais vale partir que torcer.
20 fevereiro 2008
Os barcos
Gosto de ver chegar os barcos...
Entram rio dentro, vitoriosos, cheios de vida...
Os homens, ao leme, inclinam o corpo para terra,
E trazem já o rosto aberto ao encontro do cais.
Entram rio dentro, vitoriosos, cheios de vida...
Os homens, ao leme, inclinam o corpo para terra,
E trazem já o rosto aberto ao encontro do cais.
18 fevereiro 2008
Algum comentário?

"A jovem de 19 anos descreve-se como um «animal de estimação humano». «Comporto-me como um animal e tenho uma vida bastante calma. Não cozinho nem faço limpezas e não vou a lado nenhum sem o Dani», explicou.
Tasha defende o seu estilo de vida acrescentando que «não fere ninguém» e que o casal é feliz assim, independentemente de quão estranha esta relação pareça".
Tasha defende o seu estilo de vida acrescentando que «não fere ninguém» e que o casal é feliz assim, independentemente de quão estranha esta relação pareça".
13 fevereiro 2008
A magia do Carnaval


A magia do Carnaval foi algo que nunca perdi desde a infância!
O prazer do disfarce, a liberdade fugaz de assumir-me outra,
as idiossincrasias permitidas....
A descoberta....
Quem és afinal, por detrás da máscara?
08 fevereiro 2008
05 fevereiro 2008
O segredo
Perguntaste-me o que fazia, ali, junto daquela árvore.
"Contava-lhe um segredo", respondi.
Acreditei que se o sussurrasse de mansinho, ele ficaria guardado para sempre. Por isso escolhi o local, a árvore e o tronco e murmurei baixinho.
E era Inverno. Véspera de ano novo e estava frio. E havia um cheiro a putrefacção e a lodo. E o leito do rio inundaria a planície...
"E o segredo?", perguntaste-me de novo.
Foi levado pela corrente, arrastou-se pelas quebradas e perdeu-se nas águas junto ao mar.
"Contava-lhe um segredo", respondi.
Acreditei que se o sussurrasse de mansinho, ele ficaria guardado para sempre. Por isso escolhi o local, a árvore e o tronco e murmurei baixinho.
E era Inverno. Véspera de ano novo e estava frio. E havia um cheiro a putrefacção e a lodo. E o leito do rio inundaria a planície...
"E o segredo?", perguntaste-me de novo.
Foi levado pela corrente, arrastou-se pelas quebradas e perdeu-se nas águas junto ao mar.
03 fevereiro 2008
Ás vezes
Ás vezes é preferível ficar quieta. Não fazer nada! Deixar o mundo fluir!
Ás vezes é preferível ficar imóvel, aconchegada no sofá quentinho, sentindo a chuva lá fora.
Ás vezes é preferível fechar os olhos e adormecer de mansinho, sem pastilhas, sentindo ao longe o mar agreste.
Ás vezes é preferível imaginar que mandamos grinaldas de flores aos nossos amigos,
a esses, que nas horas da noite, nos escutam em silêncio.
Ás vezes é preferível ficar imóvel, aconchegada no sofá quentinho, sentindo a chuva lá fora.
Ás vezes é preferível fechar os olhos e adormecer de mansinho, sem pastilhas, sentindo ao longe o mar agreste.
Ás vezes é preferível imaginar que mandamos grinaldas de flores aos nossos amigos,
a esses, que nas horas da noite, nos escutam em silêncio.
25 janeiro 2008
Carta para ti
Pediram-me que te escrevesse uma carta embora não saiba muito bem o que te dizer.
É verdade que gostava muito de ti e que eras o pilar da família e apesar de não gostar de decepcionar-te, sempre que alguma coisa corria mal, sabia que eras capaz de ouvir e que me darias bons conselhos. Controlavas o histerismo da mãe e depois era mais fácil lidar com as coisas.
Ainda bem que partiste pensando que eu estava bem com o F. pois sei que te preocupavas com o facto de eu estar sozinha. Querias ver-me amparada. Acho que gostavas dele e é verdade que sempre te omiti os problemas que tinha.
Sei que ficarias triste com o facto de termos acabado mas depois de explicar-te as razões compreenderias e dizer-me-ias que era o melhor a fazer, porque querias que fosse feliz por inteiro.
Eu sei porque custa à mãe admitir. Não quer dizer aos conhecidos e à família que estou outra vez solteira, pois é encarar que a filha falhou, naquilo que para ela é o objectivo de uma vida. Deve ser por isso que me culpa sempre!
Pediram-me que te falasse da minha solidão. É verdade que é duro estar sozinha mas quando existias, apesar de saber que não me irias resolver os problemas, era sempre reconfortante ouvir a tua voz, num longo e prolongado olá. Também me fazia bem o teu sentido de humor britânico e a tua forma muito mais alegre de encarar a vida do que a mãe.
Não te sei falar muito da solidão. Apenas que tenho que tentar viver com isto e preencher os dias....
É verdade que a sensação de estar mais sozinha no mundo aumentou quando morreste e depois quando morreram as outras pessoas que foram referência na minha infância. Vão-se todos e fica-se com a sensação que também estamos mais perto...
Tu tinhas muito medo de morrer e acho que herdei isso de ti.
Agora preciso de descansar.
Um beijinho.
Ana
É verdade que gostava muito de ti e que eras o pilar da família e apesar de não gostar de decepcionar-te, sempre que alguma coisa corria mal, sabia que eras capaz de ouvir e que me darias bons conselhos. Controlavas o histerismo da mãe e depois era mais fácil lidar com as coisas.
Ainda bem que partiste pensando que eu estava bem com o F. pois sei que te preocupavas com o facto de eu estar sozinha. Querias ver-me amparada. Acho que gostavas dele e é verdade que sempre te omiti os problemas que tinha.
Sei que ficarias triste com o facto de termos acabado mas depois de explicar-te as razões compreenderias e dizer-me-ias que era o melhor a fazer, porque querias que fosse feliz por inteiro.
Eu sei porque custa à mãe admitir. Não quer dizer aos conhecidos e à família que estou outra vez solteira, pois é encarar que a filha falhou, naquilo que para ela é o objectivo de uma vida. Deve ser por isso que me culpa sempre!
Pediram-me que te falasse da minha solidão. É verdade que é duro estar sozinha mas quando existias, apesar de saber que não me irias resolver os problemas, era sempre reconfortante ouvir a tua voz, num longo e prolongado olá. Também me fazia bem o teu sentido de humor britânico e a tua forma muito mais alegre de encarar a vida do que a mãe.
Não te sei falar muito da solidão. Apenas que tenho que tentar viver com isto e preencher os dias....
É verdade que a sensação de estar mais sozinha no mundo aumentou quando morreste e depois quando morreram as outras pessoas que foram referência na minha infância. Vão-se todos e fica-se com a sensação que também estamos mais perto...
Tu tinhas muito medo de morrer e acho que herdei isso de ti.
Agora preciso de descansar.
Um beijinho.
Ana
20 janeiro 2008
A Primavera chegou antes do tempo
Aconteceu hoje o Inverno tornar-se Primavera.
Numa doce quietude de um pôr do sol surpreendente todo a gente sorriu e passeou pelo margem do rio.
Numa sinfonia ímpar as gaivotas cantaram em uníssono e milhares
de aves rodopiaram em bandos sobre as águas serenamente transformadas em lago.
Sem pressa, caminhei absorvendo os cheiros e os sons
deste dia que se esvaía, entrando pela noite com um enorme sentimento de bem estar.
Numa sinfonia ímpar as gaivotas cantaram em uníssono e milhares
de aves rodopiaram em bandos sobre as águas serenamente transformadas em lago.
Sem pressa, caminhei absorvendo os cheiros e os sons
deste dia que se esvaía, entrando pela noite com um enorme sentimento de bem estar.
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