08 julho 2008

Um sonho muito antigo





























Inis Môr: costa sul

Aqui sentada deixo-me estar de olhos bem abertos...
Inebriada pela ilha tantos anos desejada...

E é estranho que pense que cheguei tarde.

Já não encontro batatas nos teus campos,
Já não vejo os teus barcos no mar,
Já não encontro candeias na tua casa.
























































Inis Mór-costa norte

07 julho 2008

Maumturk Mountains















Quando Fores Velha


Quando já fores velha, e grisalha, e com sono,
Pega este livro: junto ao fogo, a cabecear,
Lê com calma; e com os olhos de profundas sombras
Sonha, sonha com o teu antigo e suave olhar.

Muitos amaram-te horas de alegria e graça,
Com amor sincero ou falso amaram-te a beleza;
Só um, amando-te a alma peregrina em ti,
De teu rosto a mudar amou cada tristeza.

E curvando-te junto à grade incandescente,
Murmura com amargura como o amor fugiu
E caminhou montanha acima, a subir sempre,
E o rosto em multidão de estrelas encobriu.


(William Butler Yeats)

06 julho 2008

Embarcações tradicionais também morrem na Irlanda














Embarcações tradicionais das Ilhas de Aran.














E o que resta delas ...
Miniatura por detrás de uma janela, em Clifden, Galway.









































Embarcações tradicionais em Leenane, costa oeste.













E o que resta delas....
Floreira na cidade de Galway.

Road in Inishmore














May the road rise to meet you
May the wind be always at your back
May the sun shine warm upon your face
The rain fall soft upon your fields
And until we meet again,
May God hold you in the palm of his hand.

(An Irish Blessing)



Bonney Valley: o vale sagrado III














A Pedra do Destino na Hill of Tara (montanha sagrada de Tara).

E uma grande chuvada!!!

Bonney Valley: o vale sagrado II



Túmulo/Templo de Newgrange
Base para depósito de ossadas humanas cremadas

Bonney Valley: o vale sagrado I























Túmulo/Templo de Knowth

Pleasant work















Apresentando a comunicação:
“Dwelling” the landscape: the case of the atlantic rock art of Crastoeiro (north-west of Portugal)”


27 junho 2008

De partida



Enquanto viajo reencontro-me e, sobretudo, descanso. Boa semana para todos!

Irlanda!!!! Até que enfim!!!

Ossos do ofício

Aninhas continua a trabalhar intensamente e desta vez em algo que não gosta.
Ossos do ofício!

Suspira por férias...
Areias finas e mares quentes....

24 junho 2008

Sabedoria popular

Manjerico, Manjericão, Basílico

Eu saltei sempre a fogueira

Sem temer ficar queimada
Que a vida passa ligeira

E sem chama é mal passada

23 junho 2008

S. João


Ora vejam lá se este não faz sair as moças solteiras para a noite orgíaca!

Boa noite de S. João!

Por detrás dos vidros


Gosto das manhãs de nevoeiro onde tudo é ainda indefinível.

Às vezes penso que ainda é possível alcançar a margem!

20 junho 2008

Renascimento

Tal como os barcos renascem das árvores também eu renasci neste velho estaleiro com porta entreaberta sobre o mar, nesta ilha no meio do atlântico. Ele há dias de sorte!

Carpintaria

Vavô era carpinteiro. Papai também foi. Virá daí o gosto pelos espaços recônditos dos despojos de madeira e serrim?

16 junho 2008

À flor da pele

Viagem estonteante esta, em que me deixei embriagar pelos sentidos.
O cheiro das faias..., a intensidade da luz... o verde esfuziante da mata.... o voo planado do milhafre.... a areia quente por entre os dedos.... o barulho do mar...

05 junho 2008

Tempo

Há gente que devia desaparecer do mapa por um tempo considerável.

E afinal sou eu que vou desaparecer.

Açores...

Tão bom!!!!

My Blueberry Nights


My Blueberry Nights
de
Wong Kar Way

Uma imagem diferente.

Um polícia alcoólico que é um verdadeiro "overacting"!

Uma forma de filmar única!

Não há paciência

Ontem foi dia de neura!
Ele há gente que só empata o trabalho dos outros.
E na verdade, não há paciência.

Estou cada vez mais intransigente com a falta de profissionalismo!

27 maio 2008

Aqui

Continuo aqui sem saber muito bem quem sou.

Porra!

à frente desta janela

Estou aqui, demasiado parada, à frente desta janela.
O que se passa comigo?

04 maio 2008

My blueberry nights

A ver, a ouvir, a saborear, a sentir.

29 abril 2008

Da minha janela

Há milhares de aves sem norte combatendo o vento incerto.

27 abril 2008

Post Scriptum

Existo, por agora, no outro blog.

18 abril 2008

Mudança

Este blog vai mudar.
Sem hora ou dia marcado.
Gradualmente ou aos tropeções.
Como a Primavera que entra pela minha janela.

11 abril 2008

Barcos e sonhos


Barcos..... Barcos!!!
Cada barco é um sonho que acalento dentro de mim.
Cada barco é uma viagem que está para vir.
Cada barco é vontade de viver e de descobrir.

10 abril 2008

Hoje foi diferente

Hoje fui ver o rio e vi-me inundada por milhares de gaivotas.
Hoje apeteceu-me comprar morangos pequeninos.
Hoje o vento pareceu-me música.

05 abril 2008

Coffe Shop

Depois de uma noitada, que tal um chá com um bolinho?

Zona quente

Bom fim de semana e divirtam-se no Bairro da Luz Vermelha!

02 abril 2008

Curiosidades de Amestardão

Tudo se vende, bem embaladinho e barato!

29 março 2008

Festival de cor

As flores secas sempre me fascinaram. Espalham-se pela casa .
São pedaços de mim. Restos de histórias... de momentos..... de dias....

17 março 2008

Partida

Desta fez parto numa viagem merecida.
E não procuro esquecimento mas vontade de descobrir
e de me surpreender.
A todos os que me visitam: uma Páscoa diferente!

16 março 2008

Ainda choro.

Ás vezes ainda choro.
Mas desta vez não sei porquê.

Talvez por esta vida infernal em que não tenho tempo
para nada nem para ninguém.
Estou exausta!

10 março 2008

Textinho

Ao descobrir, nos confins do meu computador, este textinho percebi como a minha relação com F sempre esteve moribunda.

Já não há poesia entre nós.
Morreu tudo!
Agora percorro as noites da insónia
As ruas dos encontros
E nada!
Só este mal estar e o frasco dos calmantes.
(1/6/2006)


08 março 2008

Madrugada

E não há muitas palavras nesta madrugada de prata.
Apenas o som do mar, longínquo, ecoando por debaixo da terra.

E tu já não és especial.
És apenas qualquer coisa que ainda existe.

02 março 2008

Uma fraude

Afinal foste sempre uma fraude. Eu é que não sabia.

01 março 2008

Qualquer coisa

Houve, de facto, qualquer coisa que mudou!

28 fevereiro 2008

Confronto

Não há nada com um bom confronto para pôr a cabeça no lugar!

25 fevereiro 2008

Amigo

Precisava tanto que me dissesses quem sou.

Devaneio nocturno com carácter de urgência

O ritmo cardíaco alterou-se.
O corpo não dorme.
A cabeça não sossega.
Estou aqui, sozinha, no meio do nada.
Com uma vontade enorme de ouvir a tua voz.
Mas é muito tarde para nós.
É muito tarde para fazer o que quer que seja.

O melhor mesmo é atirar o telefone borda fora
e esperar que a pastilha faça efeito.

PS. mais vale partir que torcer.

20 fevereiro 2008

Os barcos

Gosto de ver chegar os barcos...
Entram rio dentro, vitoriosos, cheios de vida...
Os homens, ao leme, inclinam o corpo para terra,
E trazem já o rosto aberto ao encontro do cais.

18 fevereiro 2008

Algum comentário?


"A jovem de 19 anos descreve-se como um «animal de estimação humano». «Comporto-me como um animal e tenho uma vida bastante calma. Não cozinho nem faço limpezas e não vou a lado nenhum sem o Dani», explicou.
Tasha defende o seu estilo de vida acrescentando que «não fere ninguém» e que o casal é feliz assim, independentemente de quão estranha esta relação pareça".

13 fevereiro 2008

Humor negro!



A magia do Carnaval





A magia do Carnaval foi algo que nunca perdi desde a infância!
O prazer do disfarce, a liberdade fugaz de assumir-me outra,
as idiossincrasias permitidas....
A descoberta....
Quem és afinal, por detrás da máscara?

08 fevereiro 2008

Porque não falas comigo?

05 fevereiro 2008

O segredo

Perguntaste-me o que fazia, ali, junto daquela árvore.

"Contava-lhe um segredo", respondi.
Acreditei que se o sussurrasse de mansinho, ele ficaria guardado para sempre. Por isso escolhi o local, a árvore e o tronco e murmurei baixinho.
E era Inverno. Véspera de ano novo e estava frio. E havia um cheiro a putrefacção e a lodo. E o leito do rio inundaria a planície...
"E o segredo?", perguntaste-me de novo.
Foi levado pela corrente, arrastou-se pelas quebradas e perdeu-se nas águas junto ao mar.

03 fevereiro 2008

Contando um segredo

Ás vezes

Ás vezes é preferível ficar quieta. Não fazer nada! Deixar o mundo fluir!
Ás vezes é preferível ficar imóvel, aconchegada no sofá quentinho, sentindo a chuva lá fora.
Ás vezes é preferível fechar os olhos e adormecer de mansinho, sem pastilhas, sentindo ao longe o mar agreste.
Ás vezes é preferível imaginar que mandamos grinaldas de flores aos nossos amigos,
a esses, que nas horas da noite, nos escutam em silêncio.

25 janeiro 2008

Carta para ti

Pediram-me que te escrevesse uma carta embora não saiba muito bem o que te dizer.

É verdade que gostava muito de ti e que eras o pilar da família e apesar de não gostar de decepcionar-te, sempre que alguma coisa corria mal, sabia que eras capaz de ouvir e que me darias bons conselhos. Controlavas o histerismo da mãe e depois era mais fácil lidar com as coisas.

Ainda bem que partiste pensando que eu estava bem com o F. pois sei que te preocupavas com o facto de eu estar sozinha. Querias ver-me amparada. Acho que gostavas dele e é verdade que sempre te omiti os problemas que tinha.

Sei que ficarias triste com o facto de termos acabado mas depois de explicar-te as razões compreenderias e dizer-me-ias que era o melhor a fazer, porque querias que fosse feliz por inteiro.

Eu sei porque custa à mãe admitir. Não quer dizer aos conhecidos e à família que estou outra vez solteira, pois é encarar que a filha falhou, naquilo que para ela é o objectivo de uma vida. Deve ser por isso que me culpa sempre!

Pediram-me que te falasse da minha solidão. É verdade que é duro estar sozinha mas quando existias, apesar de saber que não me irias resolver os problemas, era sempre reconfortante ouvir a tua voz, num longo e prolongado olá. Também me fazia bem o teu sentido de humor britânico e a tua forma muito mais alegre de encarar a vida do que a mãe.

Não te sei falar muito da solidão. Apenas que tenho que tentar viver com isto e preencher os dias....

É verdade que a sensação de estar mais sozinha no mundo aumentou quando morreste e depois quando morreram as outras pessoas que foram referência na minha infância. Vão-se todos e fica-se com a sensação que também estamos mais perto...

Tu tinhas muito medo de morrer e acho que herdei isso de ti.

Agora preciso de descansar.

Um beijinho.

Ana

20 janeiro 2008

A Primavera chegou antes do tempo

Aconteceu hoje o Inverno tornar-se Primavera.
Numa doce quietude de um pôr do sol surpreendente todo a gente sorriu e passeou pelo margem do rio.

Numa sinfonia ímpar as gaivotas cantaram em uníssono e milhares
de aves rodopiaram em bandos sobre as águas
serenamente transformadas em lago.

Sem pressa, caminhei absorvendo os cheiros e os sons
deste dia que se esvaía, entrando pela noite
com um enorme sentimento de bem estar.